Santarém (PA): 'Pérola do Tapajós' quer receber uma seleção na Copa 2014


Crédito: Werner Zotz
Santarém é um dos 65 destinos indutores e sua principal atração é o encontro do Rio Amazonas com o Rio Tapajós

Representando o Pará ao lado de Belém, capital do Estado, o município de Santarém pretende servir como cidade de apoio durante a Copa de 2014 e, assim, receber uma das seleções que competirão nos Jogos Mundiais. Segundo o secretário de Turismo da cidade, Arildo Nogueira, o estádio será reformado com recursos do governo federal e o aeroporto será ampliado. “Temos uma infraestrutura satisfatória”, afirmou.

Situada em ponto estratégico, entre as duas principais capitais da Região Amazônica – Belém e Manaus –, Santarém receberá em novembro deste ano, entre os dias 25 e 29, o V Fórum Social Pan-Amazônico. “Depois da realização deste evento internacional, poderemos avaliar o que será necessário melhorar e implementar na cidade para receber uma seleção em 2014”, contou Nogueira.

Em entrevista exclusiva, o secretário falou sobre a criação de roteiros integrados entre o Pará e a Amazônia, que incentivarão os visitantes que vierem para a Copa a viajar pela região. Além disso, Santarém foi escolhida pelo Ministério do Turismo como um dos 65 destinos indutores do Brasil. “Como município indutor, também temos que trabalhar e incentivar o turismo nos municípios ao redor”, disse.

Os rios de Santarém

A “Pérola do Tapajós” (como é conhecida) está situada na confluência de dois importantes rios brasileiros, o amarronzado Rio Amazonas e o verde escuro Rio Tapajós. A união dos dois é um grande imã de visitantes, já que suas águas não se misturam, correm lado a lado por vários quilômetros por causa das diferenças de temperatura, densidade e sedimentação. Para ter uma vista privilegiada, existem passeios de barco que levam os turistas para conhecer este encanto da natureza de perto.

Centenas de barcos ficam atracados no Porto de Santarém e, além de presenciar o encontro das águas, o turista pode chegar à ilha do Meio, formada há 15 anos pela correnteza dos rios. Durante o trajeto, palafitas enfeitam as margens com sua beleza rústica.

Ainda flutuando pelos rios, é possível alcançar Igarapé-Açu, um pequeno canal do Rio Amazonas, onde podem ser observadas a fauna e a flora típicas da região, representadas por socós, garças, jaçanãs, além de plantas aquáticas, como murerus – responsáveis pela filtração da água. Durante a noite, um animal um pouco mais assustador pode ser observado: o jacaré.

Devido à existência dos vários rios que formam a rede hidrográfica (Amazonas, Tapajós, Arapiuns, Curuá-Una, Moju e Mojuí), a modalidade hidroviária é o mais importante meio local de locomoção de passageiros e de transporte de cargas. Embarcações de médio porte (barco/motor e navio/motor) fazem a navegação fluvial para as cidades de Belém, Manaus e Macapá.

Em terra firme, há em Santarém resquícios da colonização portuguesa: sobrados coloniais com fachadas cobertas por azulejos. Dos índios que lá vivem, pode-se conferir o artesanato, como o muiraquitã – sapinhos de pedra verde considerados amuleto. Vale lembrar que, em sua maioria, os santarenos vêm da mistura de indígenas da aldeia tapajó Oscara-Açu e portugueses.

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