
Localizado no nordeste do Mato Grosso, o Parque Indígena do Xingu já conquistou celebridades internacionais, como o cantor britânico Sting, que visitou a região nos anos 90. Mas muitos brasileiros não fazem muita ideia do que é o Xingu e como se dá o acesso a ele.
Criado em 1961, o Parque Indígena do Xingu ocupa uma área de mais de 27 mil quilômetros quadrados em uma região plana entre o planalto central e a Amazônia.Terceiro maior parque indígena do mundo, o Xingu conta com cinco mil habitantes de 16 etnias e 204 tribos.
Os turistas que desejam conhecer o parque têm como principal porta de entrada a cidade de Cuiabá, capital do Mato Grosso, mas também podem passar por Várzea Grande, Feliz Natal (onde fica o parque) e Sinop.
Cuiabá é famosa pela hospitalidade do seu povo e ainda oferece aos visitantes as lindas cachoeiras da Chapada dos Guimarães. Já Feliz Natal, a 520 quilômetros de Cuiabá, é parada obrigatória, pois abriga o Parque Nacional do Xingu.
Divisão
Para entender melhor a região do Xingu, ela pode ser dividida em três subregiões: o Baixo Xingu, ao norte, o Médio Xingu, ao centro, e o Alto Xingu, ao sul, onde ficam os afluentes que formam o rio Xingu. É também no Alto Xingu que vivem povos muito parecidos culturalmente. No Médio Xingu vivem os Trumai, os Ikpeng e os Kaiabi. Ao norte, no Baixo Xingu, vivem os Suyá, Yudjá e Kaiabi.
Entre as principais atividades para os turistas que escolhem o Xingu como destino estão participar do roteiro do Xingu e conhecer a aldeia dos Waurá e Trumai, passear pela Mata Atlântica e ver de perto os rios e as lindas paisagens, acompanhar os jacarés ao longo do rio Von den Steinen e pescar, utilizando as técnicas de localização e captura usada pelos índios da região.
Na visita à aldeia, que pode durar até quatro dias, os turistas são recebidos pelos próprios índios e convidados a assistirem a danças e rituais, além de conhecer as histórias dos povos indígenas e participar do cotidiano deles.
Entre os rituais mais famosos dos índios do Xingu está o Kuarup, uma homenagem aos mortos ilustres. O ritual é centrado na figura de Mawutzinin, primeiro homem do mundo, de acordo com a crença deles, e teria nascido com o objetivo de trazer os mortos de volta à vida.
Antes de viajar!
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão do Ministério da Saúde, recomenda a vacinação contra febre amarela a pessoas que circulam por zonas endêmicas brasileiras. O Mato Grosso é uma dessas zonas.
A vacina é gratuita, vale por dez anos e tem que ser tomada pelo menos dez dias antes da viagem. Não devem tomar a vacina grávidas, crianças com menos de seis meses, pessoas alérgicas a proteínas de ovo, portadoras de imunodeficiência, pessoas contaminadas pelo vírus HIV ou que estejam usando medicamentos quimioterápicos ou à base de corticosteróides. Essas pessoas devem portar um documento constando os motivos médicos pelos quais não pôde ser vacinado.
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